Estão demolindo
o edifício em que não morei.
Tinha um nome
somente meu.
Meu, de mais ninguém
o edifício
não era meu.
Rápido passando
por sua...
Pasmado
contendo todos os quases
os sonhos estancados
as palavras correndo pela janela
e chegando à lugar algum
corre
por casas inócuas
nuns passos insossos
através de rimas insólitas
pensamentos invariáveis
e pára
não vai longe
seu limite é curto:
é a pequenez da rua
onde se avoluma
mais um
um qualquer um
de qualquer lugarejo
à beira da estrada
às margens do rio
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