era parte do meu caminho
era parte da praça
das conversas e acordes
ele aprecia no cotidiano
me lembrava dele
parecia crescer, gostava dele
fui a seu apartamento
pequeno, acima da sorveteria
(sempre quis morar no apartamento pequeno acima da sorveteria)
o apartamento nada dizia
já ele, falava um
"já vou!" gritado do banheiro,
que eu podia ver da sala, quarto e cozinha.
esperei lá fora.
lembrei dele,
esquecido porque morto
sera que se quis eterno?
agora o é.
(Capa: Elza Silveira, Impressões de Minas)
Comecei a escrever este livro ainda na infância. Nasci e cresci na
periferia de Pirapora, interior de Minas ...
